Fachada da Forever 21

Forever 21: tudo sobre a marca que é sucesso no Brasil e no mundo

No dia da abertura da primeira filial da Forever 21 no Brasil, há quatro anos, cerca de três mil pessoas fizeram fila para ter acesso às peças em primeira mão. Na época, o estoque da loja, que era para durar três meses, acabou em três semanas. No lançamento da unidade no Shopping Anália Franco, no ano passado, o alvoroço foi ainda maior: 7500 pessoas na fila – algumas chegaram a acampar no estacionamento para garantir um lugar!

 

Pensando no frisson que a marca causa por aqui, vou dedicar a Inside Fashion de hoje para falar sobre a história da Forever 21 e algumas curiosidades. Vem comigo!

 

Forever 21: como tudo começou

Loja foi fundada em 1984

A primeira loja da marca de fast fashion foi inaugurada em 1984, em Los Angeles, e batizada como Fashion 21. O coreano Do Won Chang, seu fundador, não tinha capital. Só conseguiu iniciar o negócio porque o ponto comercial estava desvalorizado. Em pouco tempo, a marca se tornou uma febre entre os jovens.

 

Em seu primeiro ano de funcionamento, a empresa lucrou 700 mil dólares. Vendo o enorme sucesso, Chang decidiu alterar o nome para Forever 21 e abrir novas lojas a cada seis meses. As expansões começaram na Califórnia, seguiram para estados como Texas e Flórida e, mais tarde, para países como Canadá e outros continentes.

 

A empresa tem mais de 700 lojas em 47 países, entre eles China, Colômbia, Costa Rica, França, Hong Kong, Índia, Israel, Japão, México, Filipinas e Inglaterra. Trinta e uma delas estão no Brasil. Apesar da quantidade de lojas, a Forever 21 possui apenas três escritórios fora de Los Angeles. Um na Holanda, um na Coreia e um no Japão.

 

Empresa familiar

 

Chang tem apenas o segundo grau completo e chegou aos Estados Unidos como imigrante, em 1981. Antes de fundar a Forever 21, ele acumulava três empregos, um deles em um posto de gasolina. Hoje, Chang e sua mulher, Jin Sook, ocupam a 248ª posição entre os casais mais ricos do mundo e a 90ª entre os mais ricos dos Estados Unidos, segundo a Forbes. Sua fortuna é avaliada em 5, 9 bilhões de dólares. Isso é que é volta por cima, né?

 

Além de Chang e de Jin Sook, as duas filhas do casal também trabalham no negócio. Linda, de 31, cuida do marketing, e a irmã, Esther, de 26, chefia o merchandising visual e participa da curadoria dos produtos.

 

Aliás, falando em curadoria, você sabia que nada do que é vendido na loja é fabricado pela empresa? Chang trabalha com uma superequipe de compradores espalhados pelo mundo, que fazem o trabalho de garimpar as peças a partir de uma série de pesquisas. Quem dá a palavra final sobre o que será ou não comprado é Jin Sook.

 

Roupas da Forever 21 são selecionadas após várias pesquisas

O segredo

A marca trabalha com itens básicos e as principais tendências do momento. Um dos trunfos da companhia é traduzir em peças acessíveis as principais novidades das passarelas, ditadas por grifes como Chanel, Prada e Dolce & Gabbana. Florais, listras, poás e prints fun estão sempre presentes nas araras, assim como acessórios moderninhos. Segundo a RP global da marca, Kristen Strickler, as peças vendidas aqui foram pensadas na mulher brasileira, que “sabe brincar com a moda, é vibrante, sexy e gosta de se divertir”.

 

Os queridinhos das consumidoras são os quimonos, tops, vestidos franjados e colares. O objetivo é disponibilizar novos itens diariamente. Assim, a loja fica sempre com uma cara diferente. E a gente fica com aquela vontade de dar uma passadinha toda semana.

 

Preços sedutores

Um dos atrativos da loja é o preço

Quem já teve a oportunidade de ir sabe que a Forever 21 lá fora tem muito mais variedade de produto além de precinhos mais amigos.

 

É verdade que quando a marca chegou por aqui, a maioria das peças custava menos de 100 reais. Atualmente, os preços estão um pouco mais salgados. Mas, mesmo com a moeda americana valorizada, muitas vezes os valores se equiparam aos praticados nos Estados Unidos. Problema para os concorrentes, como C&A, Renner, Marisa e Riachuelo, que precisam correr atrás do prejuízo.

 

Quando o assunto é concorrência, aliás, a Forever 21 acaba se destacando por estar em uma categoria à parte. A marca não é considerada tão premium quanto a Zara, por exemplo, mas não é tão popular quanto as redes brasileiras.

 

O número de compradores que a empresa tem espalhados pelo mundo é um segredo de estado. Analistas estimam que cada loja atraia três mil pessoas por dia. A cada visita, os clientes desembolsam cerca de 150 reais, valor 20% maior que nos Estados Unidos. As vendas anuais chegam a aproximadamente 4,4 bilhões de dólares!

 

Para o futuro, resta saber como a marca irá se posicionar diante do crescimento da tendência do slow consume – forma mais consciente e menos ávida de consumo. Já falei aqui no blog sobre as armadilhas da instant fashion, do “compre já” e do look do dia, vale dar uma lida!

 

E aí, gostou de saber um pouco mais sobre a Forever 21? Sobre qual outra loja acha que seria legal falarmos aqui? Dê sua sugestão, vou amar!