Coleção de revistas C’est la Mode, da década de 1930

Você se veste para quem? O papel da moda na liberação feminina

A sua roupa te representa? O Mindstyles traz hoje uma reflexão sobre como a moda pode ser aliada na liberação feminina e na representação da mulher como indivíduo.

A moda, por muitos anos, foi usada para reforçar papéis de uma mulher na sociedade. Roupa de mãe, roupa para o trabalho, roupa para “conquistar um amor”… É fácil entender essa questão quando observamos, por exemplo, como as revistas femininas evoluíram ao longo do tempo.

 

Revista de moda de 1930, retratando a mulher como noiva

 

Nos anos 1960, por exemplo, era comum encontrar reportagens sobre a mulher mãe e dona de casa. O público que sonhava em casar também estava coberto. Os artigos de moda acompanhavam essas questões, ditando o que seriam boas roupas para mães, esposas e mulheres em busca do amor.

Mais recentemente, a partir dos anos 2000, a questão do empoderamento feminino ganhou força. A leitura que se acompanhou foi de que a mulher bem-sucedida era a mulher profissional. Nesse momento, a moda para o mercado de trabalho entra em pauta.

As duas formas de retratar a mulher e a moda têm uma questão em comum. A mulher sempre foi vista como a representação de um papel na sociedade. Não como um indivíduo.

A liberação feminina e a moda

 

Revista de moda de 1960: o papel da mulher continua em destaque, ao invés da individualidade

 

As revistas femininas estão captando algo que, pouco a pouco, começa a ser entendido pela sociedade em geral. Uma mulher pode hoje cumprir vários papéis. Mas o mais importante é o individual. É aquele que determina gostos, desejos e objetivos pessoais.

 

Assim, a moda começa a ser uma maneira de expressar essa individualidade. Mais do que “comportada” ou “apropriada”, a mulher gosta de ser sentir “confortável” em suas roupas.

 

 

E confortável não significa, necessariamente, usar roupas que não apertam o corpo. Pode ser também. Mas mais que isso, significa uma roupa que reflita o interior de cada pessoa.

 

Você se veste para quem?

 

Para seus chefes e colegas de trabalho? Para impressionar amigas? Para um parceiro ou parceira? A reflexão é válida e o exercício é tentar chegar a resposta: para você mesma!

 

 

Um dos sites mais relevantes no mundo fashion atualmente nasceu com uma proposta intrigante. O Man Repeller significa, literalmente, repelente de homem em português.

 

A ideia por trás do nome era mostrar que abraçar a moda, o estilo e a individualidade poderia, às vezes, significar uma oposição aos looks pregados para a mulher em busca de um parceiro. Sua criadora, Leandra Medine, provou muito bem o ponto: a moda deve ser uma aliada na imagem da mulher como indivíduo.

 

Post do Man Repeller: a moda não é feita para agradar o outro

 

 

E esse papo não tem a ver com feminismo nem com abandono da vaidade. Tem a ver com liberdade de escolha, com free spirit, com expressão da sua personalidade, com atitude. E tem a ver com pluralidade, com o fato de que podemos desempenhar múltiplas tarefas sem que isso nos rotule. Rótulos são para coisas, padronização é para coisas. Eu, você, nós somos quem quisermos ser.

 

E você, o que acha de toda essa discussão? Me conta a sua opinião, vou adorar saber!